Resposta curta: separar resultado de autoestima, elogiar processo em vez de vitória, e tratar cada derrota como uma entre muitas, nunca como um veredito sobre quem a criança é. Este é o framework de longo prazo; para o momento imediato de uma crise, veja o guia específico sobre o que fazer quando o filho chora depois de perder.
A frase interna que uma criança forma sobre si mesma depois de perder repetidas vezes ("eu sou ruim nisso") é mais prejudicial do que a derrota em si. O papel do adulto é reforçar que o resultado de um jogo não define quem a criança é.
Reconhecer esforço, uma decisão tática específica bem tomada, ou evolução técnica, mesmo numa derrota, ensina que existe valor além de ganhar. Elogiar só a vitória reforça a lógica oposta.
Uma derrota é informação sobre aquele jogo específico, não uma sentença permanente sobre capacidade. Linguagem que trata a derrota como fato pontual ("hoje não deu, o que dá pra aprender daqui?") ajuda mais do que linguagem definitiva ("você não está pronto para isso").
Crianças aprendem a reagir à frustração observando como os adultos ao redor reagem às próprias frustrações, não só pelo que é dito a elas diretamente sobre o assunto.
Não existe estudo controlado medindo diretamente o efeito de "aprender a perder bem" no desenvolvimento infantil como constructo isolado. O que existe de mais próximo é a literatura sobre pressão competitiva: ela mostra que competição malconduzida (com ênfase excessiva em resultado por parte de adultos) está associada a mais ansiedade e abandono esportivo, enquanto competição bem conduzida não mostra esse mesmo padrão negativo. Isso sustenta indiretamente os princípios acima, mas o framework em si é posicionamento editorial baseado em psicologia do esporte e experiência prática, não uma fórmula cientificamente comprovada passo a passo.
Antes de te indicar o melhor caminho, queremos entender sua situação.