O backhand é o golpe de fundo de quadra batido do lado oposto à mão dominante (destro bate do lado esquerdo, canhoto do lado direito). Ao lado do forehand, forma a dupla de golpes que sustenta a maior parte dos pontos em qualquer nível — da Bola Laranja ao circuito profissional.
Diferente do forehand, o backhand tem uma decisão técnica importante logo no início: uma mão ou duas mãos. Essa escolha influencia toda a evolução do golpe dali em diante.
Conceitos fundamentais
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Uma mão ou duas mãos: a decisão central
O backhand de duas mãos oferece mais estabilidade e potência com menos força física — por isso é comum como ponto de partida em crianças na fase de Desenvolvimento. O backhand de uma mão exige mais força de tronco e braço, mas permite mais alcance e variação (como o slice). A decisão costuma ser do professor, observando o físico e o estilo que está sendo construído com o aluno.
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O giro do tronco substitui a força do braço
Assim como no forehand, a potência do backhand vem principalmente da rotação do tronco e do peso do corpo transferido pro golpe — não da força isolada do braço. Um erro comum é tentar "empurrar" a bola só com o braço, o que gera pouca potência e mais risco de lesão no punho e cotovelo.
Benefícios
- Completa o repertório de fundo de quadra — sem um backhand consistente, o adversário consegue explorar esse lado com facilidade.
- O backhand de duas mãos, em particular, costuma ser mais fácil de automatizar com consistência na fase de Desenvolvimento, dando confiança mais rápido.
- Uma base sólida no backhand permite, mais adiante, aprender variações importantes como o slice (fundamental defensivamente e no jogo de saibro).
Erros mais comuns
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Deixar o cotovelo da mão de trás colado no corpo (duas mãos)
No backhand de duas mãos, é comum a criança travar o cotovelo da mão de apoio junto ao corpo, o que reduz o alcance e a fluidez do movimento. O ideal é um giro mais livre do tronco, com os dois braços acompanhando o movimento.
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Trocar de empunhadura tarde demais na bola
A troca de empunhadura do forehand pro backhand precisa acontecer durante o deslocamento até a bola, não no momento do contato — trocar tarde demais é uma causa comum de contato atrasado e erro não forçado.
Exercícios práticos
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Sombra de backhand sem bola
Repetir o movimento completo do backhand sem bola, focando só na troca de empunhadura e no giro do tronco, ajuda a automatizar a mecânica antes de somar a variável de acertar a bola.
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Rebate cruzado controlado
Trocar bolas de backhand cruzado (mesmo lado da quadra) com um parceiro ou professor, focando em manter a bola dentro antes de buscar potência, constrói consistência de forma mais confiável do que treinar aleatoriamente.
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Contagem de sequência sem erro
Mesmo exercício de meta pessoal já sugerido pro forehand: contar quantos backhands seguidos a criança consegue manter dentro da quadra, buscando superar a marca anterior.
Dicas dos profissionais
- Professores costumam recomendar não forçar a troca de uma mão pra duas (ou vice-versa) só porque "é o que os profissionais fazem" — a decisão deve considerar o físico e o conforto real do aluno, não tendência de circuito profissional.
- É comum ensinar o backhand fatiado (slice) só depois de o backhand topspin estar consistente — introduzir as duas variações ao mesmo tempo tende a confundir a mecânica de base.
Vídeos relacionados
Estamos selecionando vídeos técnicos de fontes oficiais pra complementar este artigo — em breve adicionaremos aqui uma curadoria real, sem link genérico ou não verificado.
Dúvidas frequentes sobre backhand: o golpe que completa o jogo de fundo
Antes de te indicar o melhor caminho, queremos entender sua situação.
