Resposta curta: sim, atividade física regular está associada a menos tempo sedentário e melhor rotina de sono e humor, mas o mecanismo real é substituição de rotina, não força de vontade isolada nem proibição. Este guia detalha como fazer essa troca funcionar na prática.
Revisões que analisam atividade física, sono e tempo de tela juntos mostram um padrão de dose-resposta: quem cumpre mais dessas três recomendações combinadas tem, em média, melhores indicadores de saúde mental. É uma associação consistente, observada em muitos estudos.
Não existe experimento controlado isolando "trocar 1 hora de tela por 1 hora de esporte" e medindo o efeito direto e imediato numa criança específica. A base é majoritariamente observacional, comparando rotinas diferentes entre crianças diferentes, não um teste de causa e efeito isolado.
Sem um diagnóstico clínico formal, evitar rótulos médicos. Uso excessivo de tela é um problema de rotina e hábito na maioria dos casos, tratável com mudança de ambiente e substituição de atividade, não necessariamente um quadro clínico.
Fixar um horário recorrente de atividade física (por exemplo, três vezes por semana, sempre no mesmo horário) costuma funcionar melhor do que tentar reduzir tempo de tela por força de vontade no momento do uso.
Atividade escolhida pela própria criança tem muito mais chance de virar hábito do que uma imposta. Se o tênis não for a primeira escolha, ainda vale como opção real, mas forçar reduz a adesão.
Trocar o período de tela do fim de tarde (tipicamente o mais associado a uso recreativo prolongado) por um treino ou jogo é mais realista do que tentar eliminar tela o dia todo.
Como a evidência é sobre rotina combinada (atividade física + sono + tela), o efeito esperado é numa janela de semanas, não numa mudança visível no primeiro dia.
Antes de te indicar o melhor caminho, queremos entender sua situação.