Resposta curta: sim, com uma das evidências mais robustas deste cluster inteiro. Uma revisão-guarda-chuva de 21 revisões sistemáticas e mais de 38 mil participantes encontrou efeito moderado de atividade física sobre sintomas de ansiedade em adolescentes.
A revisão-guarda-chuva (21 revisões, 375 ensaios, 38.117 participantes) encontrou redução de sintomas de ansiedade com magnitude estatística de aproximadamente -0,39, considerada moderada. É um dos achados mais consistentes de todo o cluster de esporte e saúde mental.
Revisão sistemática com 189 estudos e mais de 17 mil registros (faixa de 5 a 17 anos) associa prática esportiva a maior autoestima e bem-estar geral, com esporte coletivo levemente mais consistente que individual nesse recorte.
Meta-análises de ensaios controlados mostram efeito robusto de atividade física sobre qualidade do sono em adolescentes, com magnitude que varia de moderada a alta conforme o desfecho medido, ainda que muitos estudos individuais tenham amostra pequena e curto prazo de acompanhamento.
Nenhum desses achados isola tênis especificamente. São estudos sobre atividade física de forma ampla. Não há razão forte pra achar que tênis seria exceção a esse padrão, mas também não existe confirmação direta e dedicada. Além disso, a revisão sobre autoestima tem predominância de desenhos transversais e longitudinais, com poucos ensaios controlados, o que limita a certeza sobre causalidade, mesmo com a associação sendo real e consistente.
Existe também um contraponto importante que não pode ser omitido: pressão competitiva excessiva pode ter o efeito oposto, aumentando ansiedade em vez de reduzir. Veja o guia sobre quando a pressão esportiva deixa de ser saudável para entender esse limite.
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