Resposta curta: quando o esporte deixa de ser fonte de prazer e vira fonte constante de medo, ansiedade fora do contexto do jogo, ou queda de desempenho em outras áreas da vida. Isso não é raro: estimativas apontam que cerca de 70% das crianças americanas abandonam o esporte organizado antes do fim do fundamental 2, e pressão excessiva é um dos fatores associados.
Nervosismo antes de competir é normal e costuma passar assim que o ponto começa. Sinal de alerta é quando a ansiedade persiste horas ou dias depois do jogo já ter acabado.
Resistência ocasional é normal em qualquer rotina. Evitação persistente e ligada a medo específico do julgamento ou do resultado é diferente.
Quando o estresse do esporte começa a afetar sono, apetite, humor ou desempenho escolar de forma consistente, é sinal de que a pressão ultrapassou o que é saudável.
Quando toda conversa sobre o esporte gira em torno de vencer, ranking ou decepcionar alguém, e nunca sobre gostar de jogar, isso costuma indicar que a pressão tomou o lugar do prazer.
A literatura associa esse tipo de pressão excessiva a um conjunto de fatores, não a uma causa única: especialização precoce em um só esporte, pressão parental direta ou indireta, e feedback avaliativo constante de treinadores. A base dessa evidência é majoritariamente transversal e qualitativa, sem uma grande meta-análise consolidada, mas o padrão se repete de forma consistente o suficiente para ser levado a sério.
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